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Terra das letras

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sexta-feira, agosto 21, 2026

Imperatriz e o despreparo em relação a questão clímatica



Imperatriz é o sinônimo de uma cidade que cresceu de uma forma desestruturada sem o planejamento urbano e que mesmo depois da constituição de 1988 e da promulgação do estatuto das cidades não viu por parte do poder público a operacionalização de políticas públicas relacionadas a urbanização da cidade. 


 Como resultado disso, e da falta de um verdadeiro debate que ultrapasse,  mera cosmetologia a cidade não se encontra preparada para os desafios climáticos pois de forma efetiva não possui uma política pública de arborização,  política essa que foi efetiva em finais da década de 1970 e início da década de 1980 na época dos então prefeitos Ricardo Amorim e Ribamar Fiquene quando a cidade ainda teve o plantio de árvores por parte do poder público municipal. 


 Contudo, o que se vê posteriormente em Imperatriz, a partir dos anos 2000 e até os dias de hoje foi a progressiva substituição dos pés de Acácia por árvores invasoras, que caíram no gosto da população por não serem hospedeiras ou habitar natural de um pequeno besouro chamado popularmente de “Maria fedorenta”. 

A Maria fedorenta era um pequeno besouro com casco vermelho que quando você assistia ameaçada exalava um líquido cujo cheiro não era dos melhores. Acontece que nós também como seres humanos temos os nossos mecanismos de defesa e também não cheiramos muito bem quando não tomamos banho ou ainda quando vamos ao banheiro e defecamos todo o lixo da comida industrializada ralo abaixo.

 os pés de Acácia ora tradicionais da cidade de Imperatriz Foram poucos sendo dizimados a paisagem humana restando praticamente quase nada essas vestígios nas ruas e Praças da cidade,  resultado do poder público em fiscalizar e uma mudança da cultura da cidade refletindo valores que foram mudando de lá para pior com o passar do tempo. 


 Mas, o problema não se resume apenas a questão do plantio de árvores e arborização da cidade que já é bem deficiente.  O problema está na quantidade de de concreto é asfalto que fica exposta ao Sol, pois em dias das quais não se tem praticamente nenhuma cobertura das nuvens fazendo com que toda a radiação solar que chega do espaço seja praticamente absorvida tanto pelo cimento como também pelo asfalto que possuem alto poder de absorção do calor é mandado do Sol. 


 Além do mais as altas temperaturas às quais as pessoas ficam expostas ocasionam o seu amado stress térmico no organismo humano, mas a grande pergunta que fica vai para além da saúde pública e tem a ver justamente com a sensibilidade dessas pessoas em relação a problemática aos desafios e necessidade de adaptação ao problema climático, e denuncia expõe e escancara uma espécie de desconexão da própria sociedade Imperatriz Ah não consegui fazer uma conexão entre os fatos empíricos e científicos que há muitos já são noticiados pela  imprensa. 


Dessa maneira vive-se Imperatriz uma espécie de descompasso societal, então aquilo que está se vivenciando, ou seja a realidade concreta que está diante de nossos olhos e a incapacidade de uma sociedade se posicionar e de se conscientizar em relação a um problema que mais cedo ou mais tarde vai se tornar algo que não pode ser simplesmente ignorado como a maioria das pessoas fazem. 

Percebe-se assim uma narcotização da sociedade, e a insensibilidade aspectos tão relevantes que não podem ser ignorados, mas a única coisa que explica isso é justamente uma questão de um inconsciente coletivo de uma sociedade que é tipicamente acolhe diversos referenciais ocidentais em diversas camadas, que lhes são que eles são ouvi foram simplesmente repassados convenientemente, e não consegue olhava ao seu redor e compreendeu o contexto social histórico e econômico em que se vive. 

Infelizmente que vivenciamos é um desastre ambiental em escala microrregional, e principalmente em relação ao clima de Imperatriz bem como a falta da capacidade das próprias pessoas da sociedade e principalmente do poder público, para quem a responsabilidade de gestão da coisa pública foi repassada mas não há efetivamente a colocação em prática tanto daquilo que a Constituição federal fala em relação ao equilíbrio ambiental como também do próprio estatuto das cidades e ainda da própria lei orgânica da cidade Imperatriz. 

Para os mais esclarecidos, ficamos ao Deus dará, da vontade política ou da falta de vontade político, pois como ouvi de um sociólogo, a formação do homem público por essas paragens é muito deficitária, atrelado ao fato de que as pessoas não sabem extinguir vou fazer a diferença entre a opinião objetivo e subjetiva ficando evidenciado ainda, a falta de limite entre aquilo que é privado e aquilo que é público, pois na cabeça de muitos políticos a política é feita a partir da construção de escolas, e do asfalto aumento de ruas, deixando de lado outros aspectos muito mais importantes e que estão relacionados a qualidade de vida das pessoas que vivem é Imperatriz.  






Fonte: https://www.climaaovivo.com.br/noticias/formacao-de-chuva-intensa-e-ventania-em-imperatriz-ma-confira-o-video-exclusivo-08-01-25

https://imperatriz.ma.gov.br/noticias/meio-ambiente/emergencia-climatica-e-debatida-em-conferencia-intermunicipal.html

































https://imperatriz.ma.gov.br/noticias/meio-ambiente/emergencia-climatica-e-debatida-em-conferencia-intermunicipal.html


 

sábado, agosto 08, 2026

Livros sobre Imperatriz, Parte III

 

Cidades em cena da Geografa Helbaneth Macêdo Oliveira é uma leitura obrigatória para quem quer entender Imperatriz e o seu entorno



Compreender a imperatriz não é apenas compreender o aspecto cultural e sócio antropológico da cidade a partir de sua própria dinâmica societal, é preciso também olhar para o passado de certa forma e buscar fontes bibliográficas que ajudem a entender o quanto a Imperatriz é uma cidade suína! 
E durante esse processo foi que conheci o livro "Cidades em cena na Amazônia Oriental: agentes, dinâmicas e processos" da Helbaneth Macêdo Oliveira que é Doutoranda em Geografia pela UFu, tendo diversos trabalhos publicados dos quais dentre eles também é possível citar “Verticalização urbana e segregação socioespacial em Imperatriz-MA: uma abordagem a partir dos bairros Jardim Três Poderes e Maranhão Novo defendido em 2017. 

O livro traz uma análise sobre a questão territorial e o papel desempenhado por diversidades de médio porte em relação à produção do espaço tanto no estado do Maranhão como do Pará, abordando portanto microrregiões como a de Imperatriz, por exemplo,  que já foi o portal da Amazônia. 

A obra a borda cidades como Imperatriz Açailândia Marabá e Santarém como povos de integração regional e de intensa expansão econômica e demográfica,  é passado por diversas transformações urbanas,  da Quais as veste pela verticalização e o adensamento populacional parecem ser as mais notabilizadas. 

É assim que imperatriz é destacada  no livro como um polo regional voltado para área de comércio, serviços e educação no Sudoeste maranhense, seguida pela cidade de Açailândia que desde dos anos de 1980 foi marcada pela intensa atividade extrativista da exploração de madeira que depois foi aproveitada para atividades voltadas para o setor siderúrgico e escoamento de lingotes de minério de ferro, que são exportados pelo Porto da Madeira em São Luís. 

E ainda dentro desse contexto da Amazônia podem ser citadas as cidades de Marabá com a qual Imperatriz manteve já no passado um intenso comércio, por conta de outros ciclos econômicos como da borracha e da castanha, além de Santarém, última cidade de médio porte antes de se adentrar no estado da Amazonas refletindo consequentemente fluxos econômicos e populacionais da na Amazônia Oriental. 


Literatura Sobre Imperatriz, Parte I

 




Literatura Sobre Imperatriz, Parte II

 





A arte de escrever e ser odiado! Part I





Poucos afortunados são os que puderam ou podem viver da literatura pois esta é uma arte para poucos porquanto também é solitária, introspectiva,  e de certa forma antissocial, embora muitas das vezes o escritor através de seus versos letras, e personagens que nascem de certa forma  e m muitos aspectos de sua vida pessoal,  visto que na maior parte das vezes o principal combustível para escrita se não é o próprio autor, são fatos que eles são conhecidos que lhes chegaram através seus sentidos.



Sim, escrever é para poucos, pois dominá-la requer longos tempos a sós com livros,  canetas,  ou ainda outrora e quase parecida máquina de escrever e hoje em dia os processadores de texto e o reconhecimento por voz da inteligência artificial. 


O autor, o escritor, o cronista, o ensaísta e o poeta precisam de tempo e precisam ficar sós para poder exercer o seu ócio criativo. É preciso estar sozinho para refletir,  pensar, e tudo mais que é necessário em um processo mental como é o da escrita. Talvez não seja menos verdade que muitos escritores são odiados, principalmente aqueles que matam um personagem principal seja no começo, no meio ou no fim de seu romance ou novela.



Mas o autor também, ou melhor dizendo o escritor é um artista, porque a autoria de um livro é a autoria uma obra de arte, podendo se referir, por exemplo, há diversos tipos de obras dos mais variados como a pintura, a escultura e não apenas em relação à literatura.  


O que quero dizer é que agora me veio à mente que o escritor é um ser solitário e acaba por ser odiado em certa medida pelas suas obras,  pois existiram e existem, e existirão, aqueles que dirão que este ou aquele autor  é subversivo,  ou ainda que tal fulano ou ciclano escreveu páginas libertadoras. 



 No final de tudo o escritor paga um preço, o preço da reclusão, da introspecção, ao expor a sociedade e as suas mazelas, concupiscências, contradições, imundícias e outros tantos adjetivos pejorativos que você possa imaginar,  pois afinal de contas a corrupção está no seio da própria sociedade seja ela ocidentalizada, ou seja, ela própria sociedade norte-americana ou europeia, não importa.