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Terra das letras

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sábado, agosto 08, 2026

Livros sobre Imperatriz, Parte III

 

Cidades em cena da Geografa Helbaneth Macêdo Oliveira é uma leitura obrigatória para quem quer entender Imperatriz e o seu entorno



Compreender a imperatriz não é apenas compreender o aspecto cultural e sócio antropológico da cidade a partir de sua própria dinâmica societal, é preciso também olhar para o passado de certa forma e buscar fontes bibliográficas que ajudem a entender o quanto a Imperatriz é uma cidade suína! 
E durante esse processo foi que conheci o livro "Cidades em cena na Amazônia Oriental: agentes, dinâmicas e processos" da Helbaneth Macêdo Oliveira que é Doutoranda em Geografia pela UFu, tendo diversos trabalhos publicados dos quais dentre eles também é possível citar “Verticalização urbana e segregação socioespacial em Imperatriz-MA: uma abordagem a partir dos bairros Jardim Três Poderes e Maranhão Novo defendido em 2017. 

O livro traz uma análise sobre a questão territorial e o papel desempenhado por diversidades de médio porte em relação à produção do espaço tanto no estado do Maranhão como do Pará, abordando portanto microrregiões como a de Imperatriz, por exemplo,  que já foi o portal da Amazônia. 

A obra a borda cidades como Imperatriz Açailândia Marabá e Santarém como povos de integração regional e de intensa expansão econômica e demográfica,  é passado por diversas transformações urbanas,  da Quais as veste pela verticalização e o adensamento populacional parecem ser as mais notabilizadas. 

É assim que imperatriz é destacada  no livro como um polo regional voltado para área de comércio, serviços e educação no Sudoeste maranhense, seguida pela cidade de Açailândia que desde dos anos de 1980 foi marcada pela intensa atividade extrativista da exploração de madeira que depois foi aproveitada para atividades voltadas para o setor siderúrgico e escoamento de lingotes de minério de ferro, que são exportados pelo Porto da Madeira em São Luís. 

E ainda dentro desse contexto da Amazônia podem ser citadas as cidades de Marabá com a qual Imperatriz manteve já no passado um intenso comércio, por conta de outros ciclos econômicos como da borracha e da castanha, além de Santarém, última cidade de médio porte antes de se adentrar no estado da Amazonas refletindo consequentemente fluxos econômicos e populacionais da na Amazônia Oriental. 


Literatura Sobre Imperatriz, Parte I

 




Literatura Sobre Imperatriz, Parte II

 





A arte de escrever e ser odiado! Part I





Poucos afortunados são os que puderam ou podem viver da literatura pois esta é uma arte para poucos porquanto também é solitária, introspectiva,  e de certa forma antissocial, embora muitas das vezes o escritor através de seus versos letras, e personagens que nascem de certa forma  e m muitos aspectos de sua vida pessoal,  visto que na maior parte das vezes o principal combustível para escrita se não é o próprio autor, são fatos que eles são conhecidos que lhes chegaram através seus sentidos.



Sim, escrever é para poucos, pois dominá-la requer longos tempos a sós com livros,  canetas,  ou ainda outrora e quase parecida máquina de escrever e hoje em dia os processadores de texto e o reconhecimento por voz da inteligência artificial. 


O autor, o escritor, o cronista, o ensaísta e o poeta precisam de tempo e precisam ficar sós para poder exercer o seu ócio criativo. É preciso estar sozinho para refletir,  pensar, e tudo mais que é necessário em um processo mental como é o da escrita. Talvez não seja menos verdade que muitos escritores são odiados, principalmente aqueles que matam um personagem principal seja no começo, no meio ou no fim de seu romance ou novela.



Mas o autor também, ou melhor dizendo o escritor é um artista, porque a autoria de um livro é a autoria uma obra de arte, podendo se referir, por exemplo, há diversos tipos de obras dos mais variados como a pintura, a escultura e não apenas em relação à literatura.  


O que quero dizer é que agora me veio à mente que o escritor é um ser solitário e acaba por ser odiado em certa medida pelas suas obras,  pois existiram e existem, e existirão, aqueles que dirão que este ou aquele autor  é subversivo,  ou ainda que tal fulano ou ciclano escreveu páginas libertadoras. 



 No final de tudo o escritor paga um preço, o preço da reclusão, da introspecção, ao expor a sociedade e as suas mazelas, concupiscências, contradições, imundícias e outros tantos adjetivos pejorativos que você possa imaginar,  pois afinal de contas a corrupção está no seio da própria sociedade seja ela ocidentalizada, ou seja, ela própria sociedade norte-americana ou europeia, não importa.



quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Seria Imperatriz, uma Cidade Estado falida?

 



O conceito de cidade-estado remonta a Grécia antiga onde a Pólis grega Representava o conceito de população ou de inconsciente coletivo de uma determinada localidade que gozava de autonomia política administrativa e judiciária em relação às outras cidades-estados gregas. Provavelmente Atenas é o exemplo mais conhecido de cidade-estado grega por conta de sua projeção na filosofia principalmente. 


Mas se voltarmos um pouco mais no tempo o conselho de cidade estado já tinha nascido na Mesopotâmia mas precisamente na Babilônia onde se tem diversas cidades como exemplo de cidade-estado por conta da Autonomia não apenas  por isso ele administrativa,  mas também judicial e militar. Em síntese a cidade-estado representa um conceito no qual um grupo de cidadãos habitam um determinado espaço geográfico. Para tanto existe uma entidade que tem autonomia,  política administrativa,  bem como militar e judiciária desse espaço geográfico. 


Posteriormente,  não está queda do império romano foi outra cidade estado de grande destaque da antiguidade não apenas porque representava o poder de um império Mas foi porque possui as características que já foram citadas anteriormente que são justamente o que muitos juristas chamam de poder de império  que recaia sobre o território,  uma população,  e no qual um grupo de indivíduos tinha poder de fazer, Decretar impor leis,  que afetavam a vida de seus cidadãos em todos os aspectos. 


Atualmente o conceito de cidade-estado pode ser utilizado para explicar proeminência de cidades que possuem uma certa autonomia administrativa, como é o caso de Brasília,  nossa capital ou ainda em outras partes do mundo como Milão na Itália, Paris, na França, ou ainda Londres na Inglaterra e Tóquio, no Japão. Todas as cidades possuem culturas políticas administrativas como a soberania relativa em relação ao poder Central. Muitas dessas cidades contam com orçamentos públicos que rivalizam com o orçamento de países subdesenvolvidos. No caso de Tóquio, a região é tão extensa e complexa que além de um prefeito a cidade tem um governador. 


Contudo cabe uma consideração de todas as características que as cidades-estados possuem e que dizem respeito a sua autonomia política e administrativa que é uma construção histórica e está ligada principalmente a tripartição dos poderes, Que são justamente o executivo legislativo judiciário,  esse último poder ainda é uma exclusividade do Poder Central que é compartilhado com os estados mas não com os municípios. 


Essa foi nossa primeira parte desse artigo, agora é a segunda parte Visa justamente fundamentar o conceito de estado falido.