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sexta-feira, setembro 25, 2026

Yes, Nós temos Fecoimp!


Imperatriz vive o dilema ambiental tal qual a ilha de Pascoa!


Aconteceu nesse mês de outubro de 2026 mais uma edição da feira de Comércio e indústrias de Imperatriz também conhecida como Fecoimp.  aliás tenho lembranças dessa feira ainda no tempo que ela era realizada na BR,  nas antigas instalações da alô Brasil que nesse tempo era um grande armazém que tinha servido de instalação para Um atacadista. 



 Memórias da parte,  e trocadilhos também a realização da Fecoimp revela o que é mais importante na cidade de Imperatriz, o imediatismo  de uma microssibilização que não olha para o seu próprio meio ambiente,  Pois Enquanto os rios que passam por dentro do município de Imperatriz estão mortos ou estão morrendo agonizando,  algumas milhares de pessoas passaram quase uma semana absortos em uma realidade que foge da racionalidade ou de qualquer explicação humana. 


 não sou contra a realização de nenhum evento dessa natureza,  muito pelo contrário A questão aqui não é somente a realização do evento em si Mas o comportamento  de uma elite que vira as costas não apenas para o meio ambiente mas também para a própria cultura da cidade,  pois Imperatriz já enfrenta Salvo engano o quarto ou quinto ano seguir sem a realização tradicional Feira do Livro. 



De fato, a realização de uma feira do livro demanda toda uma organização parte da sociedade civil para arrecadação de recursos ou levantamento dos recursos necessários não apenas financeiros,  mas também políticos e de logística devido à natureza do evento. 


Mas isso revela algo extremamente preocupante,  pois vivemos imediatismo mercantilista  Ao qual eu me dou a liberdade de fazer uma analogia com aquilo que aconteceu na Ilha de Páscoa,  Pois tanto lá como aqui os recursos naturais estão Ou foram praticamente exauridos e Imperatriz vive uma realidade ambiental extremamente preocupante pois a cidade já se tornando a cada ano praticamente inabitável. 


 é a normalização não apenas do mal mas daquilo que é ruim e as pessoas vivem como se nada de estranho estivesse acontecendo e onde o mais importante é a fugacidade das relações humanas baseadas não toma lá dá cá,  não oportunidade e não oportunismo sendo que não existe verdadeira prosperidade ou desenvolvimento econômico sem uma preocupação genuína com o meio ambiente porque o ser humano não vive fora dele,  Pois somos parte desse meio ambiente estamos ligados aí porque a água ela não vem do nada,  a água brota de Nascentes ribanceiras e chega até nós por um milagre da natureza e obra de Deus. 



 Acontece que a grande maioria das pessoas vive uma alienação baseada simples consumismo e como ela disse anteriormente nesse imediatismo capitalista que não olha as consequências nefastas  da falta de uma maior consciência não apenas em relação às questões ambientais como eu já disse mas também a própria cultura da cidade. 


 a Imperatriz de hoje é uma cidade que reflete o mercantilismo capitalista  da globalização que começou lá nos anos 2000 e que nesses últimos anos da década de 2020 tem sem intensificado cada vez mais com a hiper valorização dos espaços urbanos onde as árvores são sacrificadas em prol de uma visibilidade de uma marca e onde a ausência e omissão do poder público tem trazido cada vez mais prejuízos a qualidade de vida dos cidadãos de Imperatriz.


 Em Imperatriz é muito mais importante na fachada  ou letreiro de uma empresa do que uma árvore plantada na rua,  embora a grande maioria delas seja de uma espécie ou de várias espécies invasoras, conforme um estudo da UEMA Sul que foi feito recentemente. 


Yes, nós temos Fecoimp, mas até quando? E toda essa grande eloquência apregoada com relação ao sucesso dos negócios e de Imperatriz enquanto cidades polo,  deixa passar de lado que estão excrementos relacionados a falta de preparo da cidade em relação não apenas ao fenômeno do El Niño mas também das mudanças climáticas.


É uma espécie de loucura coletiva da qual poucos têm nenhuma consciência,  pois a lei apregoa no Estatuto da cidades bem como na lei orgânica no município de Imperatriz que os seus municípios têm direito a um meio ambiente equilibrado.  na prática são leis de mais e aplicação de menos,  a coisa é muito bonita no papel,  mas no mundo real nada disso funciona e a grande maioria das pessoas não sabe nem para que que serve o estatuto das cidades e muito menos a lei orgânica é um município quanto mais dirá ou se preocupar na sua qualidade de vida,  com a falta de uma política pública de arborização da cidade,  e de recuperação de seus rios e anjos em seu trecho urbano.



Imperatriz é uma cidade cheia de contradições que são perceptíveis a olho nu para quem tem um certo treino sensorial e intelectual mas que passa batido para a grande maioria das pessoas que estão muito mais preocupadas em vender e serem vendidas. 


 E assim Imperatriz tem a sua grande feira de negócios,  mas falta a articulação política e social para que a feira do livro de Imperatriz e ainda os problemas da cidade que diz respeito ao trânsito por exemplo,  e é o meio ambiente sejam de fatos encaradas e  solucionadas.


A Obsolescência da Coisa Pública Desprogramada

 


Triste a realidade de quem vive em uma certa cidade do Maranhão ou praticamente em todo o estado ao verificar que as obras públicas são feitas para não durar ao contrário daquilo que acontecia antigamente quando inclusive os prédios públicos eram feitos para durar. É o caso por exemplo do Teatro Arthur Azevedo em São Luís que foi construído em 1817  tendo, portanto, 209 anos de construção sendo o que mesmo não se pode falar da Av. Industrial em Imperatriz, Maranhão que foi asfaltada no afã Das eleições de 2022, mas que agora em 2026 já se encontra esfarelando quase que literalmente.

 

O mais trágico disso tudo é que os políticos e os gestores públicos são pagos com o dinheiro do contribuinte para fazerem bom uso da Rex Publica, mas infelizmente não é isso que acontece na prática depois o que se vê é o descaso, para não dizer o mínimo em relação à qualidade das obras públicas que são realizadas. Diante disso o retorno entre aquilo que se paga em termos de imposto e aquilo que o cidadão verifica em seu dia a dia é frustrante, termo esse para usar outros talvez mais contundentes.

 

Além desse problema da questão da falta de compromisso do gestor público com a população, ainda se tem a questão de que a obsolescência é um conceito do capitalismo que Visa justamente o lucro pois os produtos que duram não são de interesse do próprio sistema capitalista, pois o consumo depende justamente da obsolescência das coisas seja por conta de um produto se tornar tecnologicamente ultrapassado, O porque um concorrente lançou um outro produto com características diferenciais em relação ao seu concorrente.

 

Ora, com as obras públicas não deveria ser assim pois essas não visam o lucro de uma empresa visto que justamente os entes estatais sejam elas prefeituras, o governo do estado ou até mesmo o governo central não visam o lucro como num capitalismo. Acontece que infelizmente, existe uma captura do interesse público ainda que de forma não oficial por parte daqueles que fazem uma obra e dependem da obsolescência desta para continuidade de seus negócios.

 

Desta maneira a população perde, pois a qualidade da obra pública sempre é ruim, pois por exemplo no caso do asfaltamento da avenida industrial não se sabe ao certo qual a qualidade do material da pavimentação, mas pode-se verificar pelo menos empiricamente que não é bom pois passados menos de 2 anos após a conclusão da repavimentação desta via pública a mesma já apresenta em alguns trechos buracos que não deveriam estar ali, e quem são conhecidos na engenharia como patologias.

 

É trágico perceber que os gestores e políticos que deveriam justamente zelar pela coisa pública tem uma visão diametralmente oposta aquilo que é preconizado em termos de ideia para o gerenciamento da infraestrutura mínima necessária para o funcionamento de uma cidade como é o caso de Imperatriz do Maranhão. Verifica se o descaso, a falta de compromisso, e se percebe uma cultura Imediatista, é uma sociedade que pela Riqueza que tem deveria justamente se comportar ao contrário.

Imediatismo esse que só faz enxergar o hoje, fruto de uma cultura que não amadureceu seus processos construtivos é que se vê atropelada pela dinâmica do capitalismo e pela falta de uma de uma consciência de cultura fenotípica e de uma identidade cultural, que já nasce destruída por conta da falta de concordância em relação aos aspectos históricos construtivos de uma Cidade Estado.

Em outro momento, em outro texto abordarei a problemática do imediatismo na cultura do Trópico controla úmido. Até a próxima.

sexta-feira, agosto 21, 2026

Imperatriz e o despreparo em relação a questão clímatica



Imperatriz é o sinônimo de uma cidade que cresceu de uma forma desestruturada sem o planejamento urbano e que mesmo depois da constituição de 1988 e da promulgação do estatuto das cidades não viu por parte do poder público a operacionalização de políticas públicas relacionadas a urbanização da cidade. 


 Como resultado disso, e da falta de um verdadeiro debate que ultrapasse,  mera cosmetologia a cidade não se encontra preparada para os desafios climáticos pois de forma efetiva não possui uma política pública de arborização,  política essa que foi efetiva em finais da década de 1970 e início da década de 1980 na época dos então prefeitos Ricardo Amorim e Ribamar Fiquene quando a cidade ainda teve o plantio de árvores por parte do poder público municipal. 


 Contudo, o que se vê posteriormente em Imperatriz, a partir dos anos 2000 e até os dias de hoje foi a progressiva substituição dos pés de Acácia por árvores invasoras, que caíram no gosto da população por não serem hospedeiras ou habitar natural de um pequeno besouro chamado popularmente de “Maria fedorenta”. 

A Maria fedorenta era um pequeno besouro com casco vermelho que quando você assistia ameaçada exalava um líquido cujo cheiro não era dos melhores. Acontece que nós também como seres humanos temos os nossos mecanismos de defesa e também não cheiramos muito bem quando não tomamos banho ou ainda quando vamos ao banheiro e defecamos todo o lixo da comida industrializada ralo abaixo.

 os pés de Acácia ora tradicionais da cidade de Imperatriz Foram poucos sendo dizimados a paisagem humana restando praticamente quase nada essas vestígios nas ruas e Praças da cidade,  resultado do poder público em fiscalizar e uma mudança da cultura da cidade refletindo valores que foram mudando de lá para pior com o passar do tempo. 


 Mas, o problema não se resume apenas a questão do plantio de árvores e arborização da cidade que já é bem deficiente.  O problema está na quantidade de de concreto é asfalto que fica exposta ao Sol, pois em dias das quais não se tem praticamente nenhuma cobertura das nuvens fazendo com que toda a radiação solar que chega do espaço seja praticamente absorvida tanto pelo cimento como também pelo asfalto que possuem alto poder de absorção do calor é mandado do Sol. 


 Além do mais as altas temperaturas às quais as pessoas ficam expostas ocasionam o seu amado stress térmico no organismo humano, mas a grande pergunta que fica vai para além da saúde pública e tem a ver justamente com a sensibilidade dessas pessoas em relação a problemática aos desafios e necessidade de adaptação ao problema climático, e denuncia expõe e escancara uma espécie de desconexão da própria sociedade Imperatriz Ah não consegui fazer uma conexão entre os fatos empíricos e científicos que há muitos já são noticiados pela  imprensa. 


Dessa maneira vive-se Imperatriz uma espécie de descompasso societal, então aquilo que está se vivenciando, ou seja a realidade concreta que está diante de nossos olhos e a incapacidade de uma sociedade se posicionar e de se conscientizar em relação a um problema que mais cedo ou mais tarde vai se tornar algo que não pode ser simplesmente ignorado como a maioria das pessoas fazem. 

Percebe-se assim uma narcotização da sociedade, e a insensibilidade aspectos tão relevantes que não podem ser ignorados, mas a única coisa que explica isso é justamente uma questão de um inconsciente coletivo de uma sociedade que é tipicamente acolhe diversos referenciais ocidentais em diversas camadas, que lhes são que eles são ouvi foram simplesmente repassados convenientemente, e não consegue olhava ao seu redor e compreendeu o contexto social histórico e econômico em que se vive. 

Infelizmente que vivenciamos é um desastre ambiental em escala microrregional, e principalmente em relação ao clima de Imperatriz bem como a falta da capacidade das próprias pessoas da sociedade e principalmente do poder público, para quem a responsabilidade de gestão da coisa pública foi repassada mas não há efetivamente a colocação em prática tanto daquilo que a Constituição federal fala em relação ao equilíbrio ambiental como também do próprio estatuto das cidades e ainda da própria lei orgânica da cidade Imperatriz. 

Para os mais esclarecidos, ficamos ao Deus dará, da vontade política ou da falta de vontade político, pois como ouvi de um sociólogo, a formação do homem público por essas paragens é muito deficitária, atrelado ao fato de que as pessoas não sabem extinguir vou fazer a diferença entre a opinião objetivo e subjetiva ficando evidenciado ainda, a falta de limite entre aquilo que é privado e aquilo que é público, pois na cabeça de muitos políticos a política é feita a partir da construção de escolas, e do asfalto aumento de ruas, deixando de lado outros aspectos muito mais importantes e que estão relacionados a qualidade de vida das pessoas que vivem é Imperatriz.  






Fonte: https://www.climaaovivo.com.br/noticias/formacao-de-chuva-intensa-e-ventania-em-imperatriz-ma-confira-o-video-exclusivo-08-01-25

https://imperatriz.ma.gov.br/noticias/meio-ambiente/emergencia-climatica-e-debatida-em-conferencia-intermunicipal.html

































https://imperatriz.ma.gov.br/noticias/meio-ambiente/emergencia-climatica-e-debatida-em-conferencia-intermunicipal.html


 

sábado, agosto 08, 2026

Livros sobre Imperatriz, Parte III

 

Cidades em cena da Geografa Helbaneth Macêdo Oliveira é uma leitura obrigatória para quem quer entender Imperatriz e o seu entorno



Compreender a imperatriz não é apenas compreender o aspecto cultural e sócio antropológico da cidade a partir de sua própria dinâmica societal, é preciso também olhar para o passado de certa forma e buscar fontes bibliográficas que ajudem a entender o quanto a Imperatriz é uma cidade suína! 
E durante esse processo foi que conheci o livro "Cidades em cena na Amazônia Oriental: agentes, dinâmicas e processos" da Helbaneth Macêdo Oliveira que é Doutoranda em Geografia pela UFu, tendo diversos trabalhos publicados dos quais dentre eles também é possível citar “Verticalização urbana e segregação socioespacial em Imperatriz-MA: uma abordagem a partir dos bairros Jardim Três Poderes e Maranhão Novo defendido em 2017. 

O livro traz uma análise sobre a questão territorial e o papel desempenhado por diversidades de médio porte em relação à produção do espaço tanto no estado do Maranhão como do Pará, abordando portanto microrregiões como a de Imperatriz, por exemplo,  que já foi o portal da Amazônia. 

A obra a borda cidades como Imperatriz Açailândia Marabá e Santarém como povos de integração regional e de intensa expansão econômica e demográfica,  é passado por diversas transformações urbanas,  da Quais as veste pela verticalização e o adensamento populacional parecem ser as mais notabilizadas. 

É assim que imperatriz é destacada  no livro como um polo regional voltado para área de comércio, serviços e educação no Sudoeste maranhense, seguida pela cidade de Açailândia que desde dos anos de 1980 foi marcada pela intensa atividade extrativista da exploração de madeira que depois foi aproveitada para atividades voltadas para o setor siderúrgico e escoamento de lingotes de minério de ferro, que são exportados pelo Porto da Madeira em São Luís. 

E ainda dentro desse contexto da Amazônia podem ser citadas as cidades de Marabá com a qual Imperatriz manteve já no passado um intenso comércio, por conta de outros ciclos econômicos como da borracha e da castanha, além de Santarém, última cidade de médio porte antes de se adentrar no estado da Amazonas refletindo consequentemente fluxos econômicos e populacionais da na Amazônia Oriental. 


Literatura Sobre Imperatriz, Parte I

 




Literatura Sobre Imperatriz, Parte II

 





A arte de escrever e ser odiado! Part I





Poucos afortunados são os que puderam ou podem viver da literatura pois esta é uma arte para poucos porquanto também é solitária, introspectiva,  e de certa forma antissocial, embora muitas das vezes o escritor através de seus versos letras, e personagens que nascem de certa forma  e m muitos aspectos de sua vida pessoal,  visto que na maior parte das vezes o principal combustível para escrita se não é o próprio autor, são fatos que eles são conhecidos que lhes chegaram através seus sentidos.



Sim, escrever é para poucos, pois dominá-la requer longos tempos a sós com livros,  canetas,  ou ainda outrora e quase parecida máquina de escrever e hoje em dia os processadores de texto e o reconhecimento por voz da inteligência artificial. 


O autor, o escritor, o cronista, o ensaísta e o poeta precisam de tempo e precisam ficar sós para poder exercer o seu ócio criativo. É preciso estar sozinho para refletir,  pensar, e tudo mais que é necessário em um processo mental como é o da escrita. Talvez não seja menos verdade que muitos escritores são odiados, principalmente aqueles que matam um personagem principal seja no começo, no meio ou no fim de seu romance ou novela.



Mas o autor também, ou melhor dizendo o escritor é um artista, porque a autoria de um livro é a autoria uma obra de arte, podendo se referir, por exemplo, há diversos tipos de obras dos mais variados como a pintura, a escultura e não apenas em relação à literatura.  


O que quero dizer é que agora me veio à mente que o escritor é um ser solitário e acaba por ser odiado em certa medida pelas suas obras,  pois existiram e existem, e existirão, aqueles que dirão que este ou aquele autor  é subversivo,  ou ainda que tal fulano ou ciclano escreveu páginas libertadoras. 



 No final de tudo o escritor paga um preço, o preço da reclusão, da introspecção, ao expor a sociedade e as suas mazelas, concupiscências, contradições, imundícias e outros tantos adjetivos pejorativos que você possa imaginar,  pois afinal de contas a corrupção está no seio da própria sociedade seja ela ocidentalizada, ou seja, ela própria sociedade norte-americana ou europeia, não importa.



quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Seria Imperatriz, uma Cidade Estado falida?

 



O conceito de cidade-estado remonta a Grécia antiga onde a Pólis grega Representava o conceito de população ou de inconsciente coletivo de uma determinada localidade que gozava de autonomia política administrativa e judiciária em relação às outras cidades-estados gregas. Provavelmente Atenas é o exemplo mais conhecido de cidade-estado grega por conta de sua projeção na filosofia principalmente. 


Mas se voltarmos um pouco mais no tempo o conselho de cidade estado já tinha nascido na Mesopotâmia mas precisamente na Babilônia onde se tem diversas cidades como exemplo de cidade-estado por conta da Autonomia não apenas  por isso ele administrativa,  mas também judicial e militar. Em síntese a cidade-estado representa um conceito no qual um grupo de cidadãos habitam um determinado espaço geográfico. Para tanto existe uma entidade que tem autonomia,  política administrativa,  bem como militar e judiciária desse espaço geográfico. 


Posteriormente,  não está queda do império romano foi outra cidade estado de grande destaque da antiguidade não apenas porque representava o poder de um império Mas foi porque possui as características que já foram citadas anteriormente que são justamente o que muitos juristas chamam de poder de império  que recaia sobre o território,  uma população,  e no qual um grupo de indivíduos tinha poder de fazer, Decretar impor leis,  que afetavam a vida de seus cidadãos em todos os aspectos. 


Atualmente o conceito de cidade-estado pode ser utilizado para explicar proeminência de cidades que possuem uma certa autonomia administrativa, como é o caso de Brasília,  nossa capital ou ainda em outras partes do mundo como Milão na Itália, Paris, na França, ou ainda Londres na Inglaterra e Tóquio, no Japão. Todas as cidades possuem culturas políticas administrativas como a soberania relativa em relação ao poder Central. Muitas dessas cidades contam com orçamentos públicos que rivalizam com o orçamento de países subdesenvolvidos. No caso de Tóquio, a região é tão extensa e complexa que além de um prefeito a cidade tem um governador. 


Contudo cabe uma consideração de todas as características que as cidades-estados possuem e que dizem respeito a sua autonomia política e administrativa que é uma construção histórica e está ligada principalmente a tripartição dos poderes, Que são justamente o executivo legislativo judiciário,  esse último poder ainda é uma exclusividade do Poder Central que é compartilhado com os estados mas não com os municípios. 


Essa foi nossa primeira parte desse artigo, agora é a segunda parte Visa justamente fundamentar o conceito de estado falido. 


quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Imperatriz e a Cultura da precariedade

 


Depois de muitos anos morando em Imperatriz e fazer uma espécie de observação participante que é uma ferramenta encontrada na antropologia percebi aquilo que chama de cultura de precariedade. Ainda do meus tempos do curso de jornalismo fiz um texto falando sobre a questão da relação entre a cultura material e é com 2 desse último caso em todo o inconsciente coletivo relacionados às práticas, o melhor dizendo modus, os quais eu denominei de modus operandi, modus Vivendi, e modus pensante.

 


No caso da cultura da precariedade de Imperatriz o modus operandi está no fato de que o asfalto por exemplo das ruas não é feito para durar, trata se de uma cultura onde não existe no modos pensante, uma ideia de substancialidade em relação a duração das coisas e dos seres, ou melhor dizendo da pavimentação urbana da cidade. A operacionalização ou melhor dizendo a materialização daquilo que está nesse inconsciente coletivo em relação ao modo como as coisas devem ser é muito ruim.

 

A imagem acima ilustra bem isso, pois se o asfalto tivesse sido bem feito não haveria necessidade de se fazer remendos, e não é apenas isso para lá não para não falar de outras camadas que deveriam se a priori pelo menos civilizatórias mas não são, são camadas que identificam não apenas o modus operandi, mas também o modus pensante, permeado por um imediatismo no sense.

Toda a materialização daquilo que está e o inconsciente coletivo diz muito sobre uma sociedade, sobre a forma como ela pense em relação a infraestrutura das coisas. Também pode ser levantado a hipótese de que para esta sociedade os processos mentais ainda não estão bem estabelecidos, isso pode ser entendido a partir de uma analogia com o ser humano que não desenvolveu todas as suas faculdades mentais ou as desenvolveu muito mal.

 

Também percebo, que mais afastado do centro essa cultura de precariedade tem de ser muito pior pois a infra-estrutura em áreas mais periféricas está bastante degradada e as pessoas não parecem se importar com isso porque muito provavelmente a hipótese mais provável é a falta de uma referência ou de um referencial em relação àquilo que é tido não como algo perfeito, mas dentro da normalidade do que deveria ser uma rua que proporcione aos seus usuários a sua utilização sem maiores percalços tanto em relação aos buracos como em relação a qualquer tipo de entulho ou de lixo.

 

Imperatriz teve um crescimento desordenado e não é apenas isso a formação de sua identidade também pode ser considerada como bastante precária pois não se vê por parte dessas pessoas ou melhor dizendo da população qualquer tipo de manifestação que diga respeito a uma identidade com relação a si mesmos e com relação à cidade. A prova disso, é que Imperatriz mas parece uma cidade decadente isso é a maior parte, embora em outras possa haver pujança econômica como é o caso do grande número de academias existentes na cidade, o que contrasta por outro lado com baixíssimo número de eventos culturais, e também com a ausência da manifestação parte dos próprios imperatrizenses em relação a assuntos sociais e políticos, aqui pode ser visto em sua história pelo país pela baixíssima representação política tanto na assembleia legislativa do estado como também no Congresso Nacional.

 

Essa cultura da precariedade levanta a hipótese de processos mentais mal elaborados e de uma visão em camadas fragmentária de uma população que infelizmente não apenas em sua formação histórica e cultural mas também dentro de um ideário pode ter sido afetada em relação a formação de sua própria inteligência emocional tanto individual como coletiva, visto a existência de um processo de uma ruptura, ou talvez da falta de aprimoração ou falta da criação dessa consciência coletiva, Por conta de seu processo urbanístico desenfreado o que aconteceu desde a abertura da Belém Brasília até a consolidação de seu núcleo urbano essencial no final da década de 1970.

Mesmo diante de tais hipóteses, o que se percebe foi que em Imperatriz houve uma queima das etapas relacionados à criação da identidade de seu povo, e se percebe ainda uma espécie de síndrome do forasteiro pois as pessoas não se identificam umas com as outras, embora habitem um espaço urbano não existe pelo que se percebe uma identificação que vá além de manifestações como a panelada, ou a falta de educação no trânsito e que diga respeito muito mais a forma como se pensa a cidade ou daquilo que não se pensa ou da ausência de pensamento em relação à qualidade de vida das pessoas.

 

Hoje em Imperatriz as pessoas convivem em uma sociedade disfuncional, o que se traduz isso a baixíssima representatividade política, na grande alienação da população em relação aos seus próprios problemas, e que pode ser compreendido a partir da necessidade de sobrevivência em um capitalismo que não deixa tempo para as pessoas pensarem sobre questões que fujam do essencial. Ou seja na maior parte dos casos as pessoas lutam para sobreviver, não existe então nessa sociedade, obliterada pelo capitalismo um senso de comunidade, e também não existe por parte das pessoas a capacidade de se pensar em uma sociedade ou melhor dizer de uma cidade não apenas mais funcional, mas que lide com seus problemas que são grandes e complexos de uma forma que se deu a partir de uma abordagem não apenas racional mas que também seja trabalhada a partir de uma visão onde todas as pessoas possam compreender que não não existe uma sociedade ou melhor uma cidade onde as pessoas vivam disfuncionais umas em relação às outras.

Essa disfuncionalidade da interação social de uns com os outros e da falta de reconhecimento de si no outro, é provavelmente uma das maiores tragédias que já presenciei na minha vida. Pois não existe uma sociedade que possa existe sem o senso de pertencimento ao que parece não existir em Imperatriz no Maranhão. Esse senso de pertencimento é muito mais facilmente notado em povos que têm uma fenotipia, com praticamente pouca variância genética o que já não acontece com a Imperatriz que além de ter uma população altamente diversa do ponto de vista genético, o também tem do ponto de vista societal.

 

A tentativa de se traduzir em um texto aquilo que se vê nas ruas de Imperatriz e no comportamento de sua população é justamente a tentativa da compreensão do funcionamento psico biológico dessas pessoas, sendo que existe um aspecto ou melhor dizendo um fator associado ao capitalismo que faz com que haja essa perda de identidade, ou pode-se dizer até mesmo a destruição dela a partir do momento em que, como já disse anteriormente as pessoas vivem o básico, sendo que o nível cultural dos dessa população é realmente muito ruim, isso também pode estar associado a aspectos inatos de um devir a ser, ou de um dever ser.

Em qualquer das hipóteses levantadas acima, a cidade de Imperatriz é um caso sui generis do ponto de vista antropológico de uma cidade que cresceu em pouquíssimo tempo, e no qual foram vistas os podem ser percebidos diversas estruturas reprodutoras do capitalismo ao mesmo tempo em que é possível se vivenciar e perceber também a disruptividade dessa sociedade. Seja como for, o tema não se encerra aqui, mas sempre será objeto das minhas reflexões.