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sexta-feira, setembro 25, 2026

Yes, Nós temos Fecoimp!


Imperatriz vive o dilema ambiental tal qual a ilha de Pascoa!


Aconteceu nesse mês de outubro de 2026 mais uma edição da feira de Comércio e indústrias de Imperatriz também conhecida como Fecoimp.  aliás tenho lembranças dessa feira ainda no tempo que ela era realizada na BR,  nas antigas instalações da alô Brasil que nesse tempo era um grande armazém que tinha servido de instalação para Um atacadista. 



 Memórias da parte,  e trocadilhos também a realização da Fecoimp revela o que é mais importante na cidade de Imperatriz, o imediatismo  de uma microssibilização que não olha para o seu próprio meio ambiente,  Pois Enquanto os rios que passam por dentro do município de Imperatriz estão mortos ou estão morrendo agonizando,  algumas milhares de pessoas passaram quase uma semana absortos em uma realidade que foge da racionalidade ou de qualquer explicação humana. 


 não sou contra a realização de nenhum evento dessa natureza,  muito pelo contrário A questão aqui não é somente a realização do evento em si Mas o comportamento  de uma elite que vira as costas não apenas para o meio ambiente mas também para a própria cultura da cidade,  pois Imperatriz já enfrenta Salvo engano o quarto ou quinto ano seguir sem a realização tradicional Feira do Livro. 



De fato, a realização de uma feira do livro demanda toda uma organização parte da sociedade civil para arrecadação de recursos ou levantamento dos recursos necessários não apenas financeiros,  mas também políticos e de logística devido à natureza do evento. 


Mas isso revela algo extremamente preocupante,  pois vivemos imediatismo mercantilista  Ao qual eu me dou a liberdade de fazer uma analogia com aquilo que aconteceu na Ilha de Páscoa,  Pois tanto lá como aqui os recursos naturais estão Ou foram praticamente exauridos e Imperatriz vive uma realidade ambiental extremamente preocupante pois a cidade já se tornando a cada ano praticamente inabitável. 


 é a normalização não apenas do mal mas daquilo que é ruim e as pessoas vivem como se nada de estranho estivesse acontecendo e onde o mais importante é a fugacidade das relações humanas baseadas não toma lá dá cá,  não oportunidade e não oportunismo sendo que não existe verdadeira prosperidade ou desenvolvimento econômico sem uma preocupação genuína com o meio ambiente porque o ser humano não vive fora dele,  Pois somos parte desse meio ambiente estamos ligados aí porque a água ela não vem do nada,  a água brota de Nascentes ribanceiras e chega até nós por um milagre da natureza e obra de Deus. 



 Acontece que a grande maioria das pessoas vive uma alienação baseada simples consumismo e como ela disse anteriormente nesse imediatismo capitalista que não olha as consequências nefastas  da falta de uma maior consciência não apenas em relação às questões ambientais como eu já disse mas também a própria cultura da cidade. 


 a Imperatriz de hoje é uma cidade que reflete o mercantilismo capitalista  da globalização que começou lá nos anos 2000 e que nesses últimos anos da década de 2020 tem sem intensificado cada vez mais com a hiper valorização dos espaços urbanos onde as árvores são sacrificadas em prol de uma visibilidade de uma marca e onde a ausência e omissão do poder público tem trazido cada vez mais prejuízos a qualidade de vida dos cidadãos de Imperatriz.


 Em Imperatriz é muito mais importante na fachada  ou letreiro de uma empresa do que uma árvore plantada na rua,  embora a grande maioria delas seja de uma espécie ou de várias espécies invasoras, conforme um estudo da UEMA Sul que foi feito recentemente. 


Yes, nós temos Fecoimp, mas até quando? E toda essa grande eloquência apregoada com relação ao sucesso dos negócios e de Imperatriz enquanto cidades polo,  deixa passar de lado que estão excrementos relacionados a falta de preparo da cidade em relação não apenas ao fenômeno do El Niño mas também das mudanças climáticas.


É uma espécie de loucura coletiva da qual poucos têm nenhuma consciência,  pois a lei apregoa no Estatuto da cidades bem como na lei orgânica no município de Imperatriz que os seus municípios têm direito a um meio ambiente equilibrado.  na prática são leis de mais e aplicação de menos,  a coisa é muito bonita no papel,  mas no mundo real nada disso funciona e a grande maioria das pessoas não sabe nem para que que serve o estatuto das cidades e muito menos a lei orgânica é um município quanto mais dirá ou se preocupar na sua qualidade de vida,  com a falta de uma política pública de arborização da cidade,  e de recuperação de seus rios e anjos em seu trecho urbano.



Imperatriz é uma cidade cheia de contradições que são perceptíveis a olho nu para quem tem um certo treino sensorial e intelectual mas que passa batido para a grande maioria das pessoas que estão muito mais preocupadas em vender e serem vendidas. 


 E assim Imperatriz tem a sua grande feira de negócios,  mas falta a articulação política e social para que a feira do livro de Imperatriz e ainda os problemas da cidade que diz respeito ao trânsito por exemplo,  e é o meio ambiente sejam de fatos encaradas e  solucionadas.


A Obsolescência da Coisa Pública Desprogramada

 


Triste a realidade de quem vive em uma certa cidade do Maranhão ou praticamente em todo o estado ao verificar que as obras públicas são feitas para não durar ao contrário daquilo que acontecia antigamente quando inclusive os prédios públicos eram feitos para durar. É o caso por exemplo do Teatro Arthur Azevedo em São Luís que foi construído em 1817  tendo, portanto, 209 anos de construção sendo o que mesmo não se pode falar da Av. Industrial em Imperatriz, Maranhão que foi asfaltada no afã Das eleições de 2022, mas que agora em 2026 já se encontra esfarelando quase que literalmente.

 

O mais trágico disso tudo é que os políticos e os gestores públicos são pagos com o dinheiro do contribuinte para fazerem bom uso da Rex Publica, mas infelizmente não é isso que acontece na prática depois o que se vê é o descaso, para não dizer o mínimo em relação à qualidade das obras públicas que são realizadas. Diante disso o retorno entre aquilo que se paga em termos de imposto e aquilo que o cidadão verifica em seu dia a dia é frustrante, termo esse para usar outros talvez mais contundentes.

 

Além desse problema da questão da falta de compromisso do gestor público com a população, ainda se tem a questão de que a obsolescência é um conceito do capitalismo que Visa justamente o lucro pois os produtos que duram não são de interesse do próprio sistema capitalista, pois o consumo depende justamente da obsolescência das coisas seja por conta de um produto se tornar tecnologicamente ultrapassado, O porque um concorrente lançou um outro produto com características diferenciais em relação ao seu concorrente.

 

Ora, com as obras públicas não deveria ser assim pois essas não visam o lucro de uma empresa visto que justamente os entes estatais sejam elas prefeituras, o governo do estado ou até mesmo o governo central não visam o lucro como num capitalismo. Acontece que infelizmente, existe uma captura do interesse público ainda que de forma não oficial por parte daqueles que fazem uma obra e dependem da obsolescência desta para continuidade de seus negócios.

 

Desta maneira a população perde, pois a qualidade da obra pública sempre é ruim, pois por exemplo no caso do asfaltamento da avenida industrial não se sabe ao certo qual a qualidade do material da pavimentação, mas pode-se verificar pelo menos empiricamente que não é bom pois passados menos de 2 anos após a conclusão da repavimentação desta via pública a mesma já apresenta em alguns trechos buracos que não deveriam estar ali, e quem são conhecidos na engenharia como patologias.

 

É trágico perceber que os gestores e políticos que deveriam justamente zelar pela coisa pública tem uma visão diametralmente oposta aquilo que é preconizado em termos de ideia para o gerenciamento da infraestrutura mínima necessária para o funcionamento de uma cidade como é o caso de Imperatriz do Maranhão. Verifica se o descaso, a falta de compromisso, e se percebe uma cultura Imediatista, é uma sociedade que pela Riqueza que tem deveria justamente se comportar ao contrário.

Imediatismo esse que só faz enxergar o hoje, fruto de uma cultura que não amadureceu seus processos construtivos é que se vê atropelada pela dinâmica do capitalismo e pela falta de uma de uma consciência de cultura fenotípica e de uma identidade cultural, que já nasce destruída por conta da falta de concordância em relação aos aspectos históricos construtivos de uma Cidade Estado.

Em outro momento, em outro texto abordarei a problemática do imediatismo na cultura do Trópico controla úmido. Até a próxima.