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quinta-feira, fevereiro 26, 2026

Seria Imperatriz, uma Cidade Estado falida?

 



O conceito de cidade-estado remonta a Grécia antiga onde a Pólis grega Representava o conceito de população ou de inconsciente coletivo de uma determinada localidade que gozava de autonomia política administrativa e judiciária em relação às outras cidades-estados gregas. Provavelmente Atenas é o exemplo mais conhecido de cidade-estado grega por conta de sua projeção na filosofia principalmente. 


Mas se voltarmos um pouco mais no tempo o conselho de cidade estado já tinha nascido na Mesopotâmia mas precisamente na Babilônia onde se tem diversas cidades como exemplo de cidade-estado por conta da Autonomia não apenas  por isso ele administrativa,  mas também judicial e militar. Em síntese a cidade-estado representa um conceito no qual um grupo de cidadãos habitam um determinado espaço geográfico. Para tanto existe uma entidade que tem autonomia,  política administrativa,  bem como militar e judiciária desse espaço geográfico. 


Posteriormente,  não está queda do império romano foi outra cidade estado de grande destaque da antiguidade não apenas porque representava o poder de um império Mas foi porque possui as características que já foram citadas anteriormente que são justamente o que muitos juristas chamam de poder de império  que recaia sobre o território,  uma população,  e no qual um grupo de indivíduos tinha poder de fazer, Decretar impor leis,  que afetavam a vida de seus cidadãos em todos os aspectos. 


Atualmente o conceito de cidade-estado pode ser utilizado para explicar proeminência de cidades que possuem uma certa autonomia administrativa, como é o caso de Brasília,  nossa capital ou ainda em outras partes do mundo como Milão na Itália, Paris, na França, ou ainda Londres na Inglaterra e Tóquio, no Japão. Todas as cidades possuem culturas políticas administrativas como a soberania relativa em relação ao poder Central. Muitas dessas cidades contam com orçamentos públicos que rivalizam com o orçamento de países subdesenvolvidos. No caso de Tóquio, a região é tão extensa e complexa que além de um prefeito a cidade tem um governador. 


Contudo cabe uma consideração de todas as características que as cidades-estados possuem e que dizem respeito a sua autonomia política e administrativa que é uma construção histórica e está ligada principalmente a tripartição dos poderes, Que são justamente o executivo legislativo judiciário,  esse último poder ainda é uma exclusividade do Poder Central que é compartilhado com os estados mas não com os municípios. 


Essa foi nossa primeira parte desse artigo, agora é a segunda parte Visa justamente fundamentar o conceito de estado falido. 


quinta-feira, fevereiro 05, 2026

Imperatriz e a Cultura da precariedade

 


Depois de muitos anos morando em Imperatriz e fazer uma espécie de observação participante que é uma ferramenta encontrada na antropologia percebi aquilo que chama de cultura de precariedade. Ainda do meus tempos do curso de jornalismo fiz um texto falando sobre a questão da relação entre a cultura material e é com 2 desse último caso em todo o inconsciente coletivo relacionados às práticas, o melhor dizendo modus, os quais eu denominei de modus operandi, modus Vivendi, e modus pensante.

 


No caso da cultura da precariedade de Imperatriz o modus operandi está no fato de que o asfalto por exemplo das ruas não é feito para durar, trata se de uma cultura onde não existe no modos pensante, uma ideia de substancialidade em relação a duração das coisas e dos seres, ou melhor dizendo da pavimentação urbana da cidade. A operacionalização ou melhor dizendo a materialização daquilo que está nesse inconsciente coletivo em relação ao modo como as coisas devem ser é muito ruim.

 

A imagem acima ilustra bem isso, pois se o asfalto tivesse sido bem feito não haveria necessidade de se fazer remendos, e não é apenas isso para lá não para não falar de outras camadas que deveriam se a priori pelo menos civilizatórias mas não são, são camadas que identificam não apenas o modus operandi, mas também o modus pensante, permeado por um imediatismo no sense.

Toda a materialização daquilo que está e o inconsciente coletivo diz muito sobre uma sociedade, sobre a forma como ela pense em relação a infraestrutura das coisas. Também pode ser levantado a hipótese de que para esta sociedade os processos mentais ainda não estão bem estabelecidos, isso pode ser entendido a partir de uma analogia com o ser humano que não desenvolveu todas as suas faculdades mentais ou as desenvolveu muito mal.

 

Também percebo, que mais afastado do centro essa cultura de precariedade tem de ser muito pior pois a infra-estrutura em áreas mais periféricas está bastante degradada e as pessoas não parecem se importar com isso porque muito provavelmente a hipótese mais provável é a falta de uma referência ou de um referencial em relação àquilo que é tido não como algo perfeito, mas dentro da normalidade do que deveria ser uma rua que proporcione aos seus usuários a sua utilização sem maiores percalços tanto em relação aos buracos como em relação a qualquer tipo de entulho ou de lixo.

 

Imperatriz teve um crescimento desordenado e não é apenas isso a formação de sua identidade também pode ser considerada como bastante precária pois não se vê por parte dessas pessoas ou melhor dizendo da população qualquer tipo de manifestação que diga respeito a uma identidade com relação a si mesmos e com relação à cidade. A prova disso, é que Imperatriz mas parece uma cidade decadente isso é a maior parte, embora em outras possa haver pujança econômica como é o caso do grande número de academias existentes na cidade, o que contrasta por outro lado com baixíssimo número de eventos culturais, e também com a ausência da manifestação parte dos próprios imperatrizenses em relação a assuntos sociais e políticos, aqui pode ser visto em sua história pelo país pela baixíssima representação política tanto na assembleia legislativa do estado como também no Congresso Nacional.

 

Essa cultura da precariedade levanta a hipótese de processos mentais mal elaborados e de uma visão em camadas fragmentária de uma população que infelizmente não apenas em sua formação histórica e cultural mas também dentro de um ideário pode ter sido afetada em relação a formação de sua própria inteligência emocional tanto individual como coletiva, visto a existência de um processo de uma ruptura, ou talvez da falta de aprimoração ou falta da criação dessa consciência coletiva, Por conta de seu processo urbanístico desenfreado o que aconteceu desde a abertura da Belém Brasília até a consolidação de seu núcleo urbano essencial no final da década de 1970.

Mesmo diante de tais hipóteses, o que se percebe foi que em Imperatriz houve uma queima das etapas relacionados à criação da identidade de seu povo, e se percebe ainda uma espécie de síndrome do forasteiro pois as pessoas não se identificam umas com as outras, embora habitem um espaço urbano não existe pelo que se percebe uma identificação que vá além de manifestações como a panelada, ou a falta de educação no trânsito e que diga respeito muito mais a forma como se pensa a cidade ou daquilo que não se pensa ou da ausência de pensamento em relação à qualidade de vida das pessoas.

 

Hoje em Imperatriz as pessoas convivem em uma sociedade disfuncional, o que se traduz isso a baixíssima representatividade política, na grande alienação da população em relação aos seus próprios problemas, e que pode ser compreendido a partir da necessidade de sobrevivência em um capitalismo que não deixa tempo para as pessoas pensarem sobre questões que fujam do essencial. Ou seja na maior parte dos casos as pessoas lutam para sobreviver, não existe então nessa sociedade, obliterada pelo capitalismo um senso de comunidade, e também não existe por parte das pessoas a capacidade de se pensar em uma sociedade ou melhor dizer de uma cidade não apenas mais funcional, mas que lide com seus problemas que são grandes e complexos de uma forma que se deu a partir de uma abordagem não apenas racional mas que também seja trabalhada a partir de uma visão onde todas as pessoas possam compreender que não não existe uma sociedade ou melhor uma cidade onde as pessoas vivam disfuncionais umas em relação às outras.

Essa disfuncionalidade da interação social de uns com os outros e da falta de reconhecimento de si no outro, é provavelmente uma das maiores tragédias que já presenciei na minha vida. Pois não existe uma sociedade que possa existe sem o senso de pertencimento ao que parece não existir em Imperatriz no Maranhão. Esse senso de pertencimento é muito mais facilmente notado em povos que têm uma fenotipia, com praticamente pouca variância genética o que já não acontece com a Imperatriz que além de ter uma população altamente diversa do ponto de vista genético, o também tem do ponto de vista societal.

 

A tentativa de se traduzir em um texto aquilo que se vê nas ruas de Imperatriz e no comportamento de sua população é justamente a tentativa da compreensão do funcionamento psico biológico dessas pessoas, sendo que existe um aspecto ou melhor dizendo um fator associado ao capitalismo que faz com que haja essa perda de identidade, ou pode-se dizer até mesmo a destruição dela a partir do momento em que, como já disse anteriormente as pessoas vivem o básico, sendo que o nível cultural dos dessa população é realmente muito ruim, isso também pode estar associado a aspectos inatos de um devir a ser, ou de um dever ser.

Em qualquer das hipóteses levantadas acima, a cidade de Imperatriz é um caso sui generis do ponto de vista antropológico de uma cidade que cresceu em pouquíssimo tempo, e no qual foram vistas os podem ser percebidos diversas estruturas reprodutoras do capitalismo ao mesmo tempo em que é possível se vivenciar e perceber também a disruptividade dessa sociedade. Seja como for, o tema não se encerra aqui, mas sempre será objeto das minhas reflexões.

 

 


sexta-feira, janeiro 09, 2026

A instrumentação da coisa pública

sexta-feira, outubro 25, 2024

Imperatriz 10 anos depois

 


Imperatriz 10 anos depois





Faz um bom tempo que nem escrever para o Blog,  e se não me engano esse tempo

gira em torno de 10 anos que é bastante tempo. E muita coisa mudou do mundo com

o surgimento das fake News,  de ameaças à democracia,  o ressurgimento do sistema

e direito em todo mundo e principalmente com a mudança de Panorama nas relações

internacionais em um mundo multipolar. 



Imperatriz mudou muito e viu surgir uma classe média empoderada , e com

o aumento na frota de veículos tanto de motos como de carros e consequentemente

dos acidentes de trânsito por conta da imprudência e da irresponsabilidade de muitos

motoristas e motociclistas. 


A Outrora arborizada Imperatriz Viu seus bosques diminuírem e

ano passado vi uma onda de calor como nenhum em outro tempo antes naquele que

é considerado o ano mais quente do século XXI. A cidade tem perdido cada vez mais

cobertura arbórea e nada tem sido feito para combater isso visto o descaso das administrações

anteriores e da administração  com relação ao meio ambiente. 


Mas hoje mais do que nunca o principal problema da cidade diz respeito à i

nfraestrutura pois embora seja um problema da atual administração  que justiça seja

feita, pois embora não se tire a responsabilidade de uma administração,  Imperatriz nunca

contou com o plano diretor que contemplasse não apenas a manutenção das vias mas

também novos investimentos. 


Existe uma cultura de precariedade pois mesmo antes de me entender como gente já existia a

prática de se fazer um remédio em cima do outro e assim por diante sendo que na cidade

existem ruas onde você tem uma patologia sobre a outra ou seja um remédio sobre o

outro e isso jamais pode ser considerado como uma prática normalizada em termos tanto

de Engenharia como de planejamento Urbano. 



Nas duas últimas administrações anteriores a atual que já vai fazer quase 8 anos

Foram asfaltadas a Rua Piauí,  a Rua Benedito Leite,  a Dorgival Pinheiro de Souza, 

Rua Coriolano Milhomem e a Rua São Domingos que é a partir da altura do Camelódromo

passa teu nome de Rua João Lisboa. Dessas vias asfaltadas as que estão é melhor condições

de tráfego são Avenida das João Pinheiro de Souza e a Rua João Lisboa visto que foi foram

feitas com material utilizando o ligante asfáltico e brita enquanto que as outras utilizaram

a mistura de areia com ligante asfáltico. No caso das ruas que foram pavimentadas

utilizando areia Nem é preciso ser engenheiro para dizer que com o tempo a chuva

e as intempéries acabaram  levando todo o material que foi utilizado pelos bueiros

da cidade e trazendo assim prejuízo para os cofres públicos. 


Em uma cidade como  Imperatriz é preciso levar em conta a questão climática visto

que se tem o período de chuvas e posteriormente se tem um período de seca e que no

ano passado viu se bem de perto esse fenômeno do seno exacerbado pelo fenômeno do El niño.

Isso significa dizer que todos os materiais de construção quer sejam eles telhas, tijolos

e principalmente a pavimentação  asfáltica está sujeito a fase de dilatação por conta

do calor e de retração à noite por conta da queda de temperatura.


Essa variação brusca de temperatura traz um problema muito sério em termos

de conservação das vias de pavimentação da cidade que não são construídas com material

de boa qualidade como foi possível observar na pavimentação da Rua Piauí por volta do

ano de 2015 e cuja via foi também recentemente pavimentada no ano passado. 


Esse debate com relação a infraestrutura de Imperatriz tem ficado apenas nas redes

sociais pois o povo observa inerte a falta de operância por parte das autoridades que

são responsáveis O que seriam em grande parte por manter e conservar as vias de

trânsito de Imperatriz. 


Ninguém sabe ao certo se Imperatriz ainda está por cima do plano diretor

pois esse foi embargado ainda em 2007,  segundo informações de uma fonte. 


segunda-feira, julho 08, 2024

A Via Crucis de Imperatriz

sábado, julho 06, 2024

O que cachorros de rua dizem sobre uma sociedade

domingo, setembro 22, 2013

Elysium , Transumanização e Degradação Ambiental




Ontem, mesmo com o tempo corrido e puxado dos últimos dias não puder resistir e fui assistir “Elysium”, filme em que Wagner Moura atua com Spyder, e que diga-se de passagem ainda fala com um inglês very puxado.

Elysium é na minha opinião, mais um filme de um sub gênero daquilo que eu chamo de cinema industrial norte americano,  já que o roteiro do filme tratar de um futuro de degradação, apartheid social e transumanização.

Matt Demom é Max um cara branco em uma Los Angeles super povoada por Latinos. Aqui o recado é bem claro, os latinos com uma das maiores taxas de natalidade dos EUA, vão tornar a o Sonho Americano um pesadelo. O subúrbio da cidade das estrelas mais lembra um bairro de Quito no Peru. 

Alice Braga, que começou “Cidade de Deus, é uma enfermeira que tem uma filha com câncer em estágio terminal e que na infância era a namorada de Max (Matt Demon), e que se torna o elo de ligação do roteirista no filme, em um futuro em que ela e o nosso herói pró messiânico juntam suas forças por um causa.  

Nisso o argumento do filme é construído, na amizade de infância entre Max e Alice Braga, e na já degradada Terra, muito embora o filme mostre apenas Los Angeles, nesse recorte da realidade, um mundo pré  apocalíptico. 

Max  é um operário na Armadyne uma gigante produtora de armas e sistemas para os ricos de Elysium, uma espécie de refúgio para os ricos da Terra, onde tudo é alegria, as pessoas são ricas, brancas e bonitas, e em cada casa existe um equipamento que diagnosticar e cura as pessoas de todos os tipos de doenças pensáveis.

Viram só o contraste entre os latinos e os brancos caucasianos de “Elysium”, qual será o recado que o diretor que mandar?




Os latinos são uma sub raça e os branquelos são os únicos dignos a terem uma vida de verdade em um mundo futuro, já que “Elysium”, representar a própria segregação da humanidade em duas castas, as dos afortunados moradores do “Toro” que é o nome da estrutura que abriga os afortunados moradores de “Elysium”, e os moradores da Terra.


De certa forma já existem vários lugares que podem ser chamados de “Elysium”, pelo mundo afora. A Europa, o Japão, e  no Brasil os condomínios de luxo são podem ser comparados ao “Elysium” do filme, o que traduz o grau de alienação das classes mais altas em relação àqueles que são usados pelo Capitalismo ou seria Capetalismo.




Também é importante ver que Max após ser exposto a uma dose letal de radiação, passar a usar exoesqueleto, para lhe possibilitar uma sobre vida e assim seqüestrar o executivo da Armadyne. O uso do exo esqueleto, nos lembra Star Wars, Homem de Ferro, é uma clara referência ao futuro da humanidade, a trans humanização, onde maquina e homem se fundem em um só.

No fim disso tudo, o grande sonho de Max, que é também sua promessa se realizar com a invasão de “Elysium”, e ai em seu fim o filme tem uma pitada de messianismo, Max salvar a humanidade, da segregação social, do abandono, e das doenças, tudo com um simples upload de dados de sua cabeça.

sábado, setembro 14, 2013

Imperatriz e suas questões prementes






Cidade estratégica situada na confluência de três estados, celulares, carros de última geração, Shoppings, grandes marcas nacionais e internacionais, a primeira fábrica de verdade. Lugar onde primeiros e terceiros mundos se confundem, se confrotam de certa forma.

Imperatriz viu nascer uma nova classe consumidora, que vai todos os dias ao shopping, que consome comida fast-food, que vai as compras nos Mix´s da vida.

Hoje a cidade que conta com a circulação de 100 mil veículos dia, está sufocada entre a BR e o Rio Tocantins, sem espaço para crescimento já que houve a criação de novos municípios no seu entorno.

Imperatriz é uma cidade que tem várias facetas, com pessoas de diferentes nacionalidades e culturas, mas ainda é uma cidade que cuida mal de sim mesma.

Apesar de toda a dita “evolução econômica”, ainda somos muito ruins quanto à questão da forma como tratarmos a cidade, quando jogarmos lixo na rua.  

A população não contribui e a prefeitura também não faz a sua parte. Na verdade isso se tornar até contraditório que uma cidade que vai ter uma das maiores fábricas de papel e celulose seja das mais sujas que já morei.

Pessoas em seus carrões jogam lixo na rua, crianças, pedestres, universitários, praticamente ninguém escapa de ser um Zé Cascão. Mas, o que mais chamar a minha atenção é como as pessoas são conformadas não somente com essa situação, mas com outras tantas calamitosas, como a falta de planejamento urbano, a falta do cumprimento do poder público em exercer o seu papel.

O verdadeiro desenvolvimento passar pela questão da mentalidade do povo. Os europeus já foram um dos povos mais porcos do mundo, mas evoluíram. Já se degladiaram em guerras religiosas e políticas, mas evoluíram.

Mas, não somente a questão do lixo, mas da sociedade como um todo, uma crise que vai além da questão do lixo urbano, mas perpassar questões como o caráter das pessoas, a forma como  elas dirigem e resolvem os seus conflitos interpessoais.

Não vou me delongar no texto, mas quero somente chamar a atenção que o verdadeiro desenvolvimento não somente uma questão material, mas, também de mudança de mentes e atitudes.  

A evolução faz parte natural do Sistema Capitalista, que quer que mais pessoas sejam consumidoras,  mas a parte que cabe a cada um de nós como pessoas isso o capitalismo não pode fazer, isso quer dizer que é preciso repensar os hábitos não somente de consumo, mas o comportamento e os valores de uma forma geral.

Nisso acho que a uma das poucas diferenças entre nos e as tribos primitivas da África é que eles embora eles nunca possam fazer parte do Sistema, pelo menos não terão contribuído para a destruição do planeta como nos estamos fazendo.

No caso deles a ignorância é benéfica, e nosso caso a nossa ignorância de certas nuances da vida é o desperdício de recursos, tempo e dinheiro e além disso o pior de todos os desperdícios, o da vida.

Então ainda falta o verdadeiro desenvolvimento, que é aquele que o cidadão depois de chupar uma balinha não jogar o papel da embalagem na rua. O verdadeiro desenvolvimento é aquele em que as pessoas não resolvem seus conflitos na bala; O verdadeiro desenvolvimento é aquele em que as pessoas se respeitam no trânsito.

Sim quando tivermos esse “verdadeiro desenvolvimento” ai sim seremos um povo evoluído.

sábado, julho 20, 2013

Um Brasil chamado Ghetto




Recentemente fiz uma viagem à capital de nosso estado e puder perceber alguns fatos sociais interessantes tais como o consumo aquecido da classe C, a eminência dos Shopping Centers, como templos do consumo.
A ilha conta hoje com dois shoppings que não existiam quando fui pela última vez, o da Ilha e o Rio Anil. O primeiro é de estilo mais popular, pelo tamanho e pelas lojas presentes, apesar de contar com  uma loja de uma grande marca de celulares.
O segundo tem uma localização mais privilegiada, uma franquia de cinema norte-americana e três pisos e muito aço, tanto nas fundações como na estrutura e uma praça de alimentação melhor.
Talvez uma das minhas maiores constatações seja a de que querendo ou não existe basicamente dois Brasis. Um pró europeu, em suas características culturais, de consumo e de cor de pele e outro, um Brasil simbiótico ameríndio, negróide que embora convivam na mesma cidade estão separados pela questão do consumo.
Nesse momento nada exemplifica isso melhor do que essa distinção. Um modelo de shopping para os ricos e outros para os da classe “C”.
A sectarização, o ghetto cultural, econômico que separa as classes no Brasil existir, mas não sei se de forma arquitetada ou não, refletido nesses dois empreendimentos.
Quem imaginaria em uma tarde de meio de semana um Shopping Center para classe “C” com filas para entrada no cinema. Esse fato é inédito, já que nem em meus anos de estadia em Brasília me lembro de ter visto isso.
A questão é que evoluímos na economia de forma estrutural, por conta dos novos hábitos de consumo dos emergentes, mas a questão da falta de consciência de grupo é ainda premente, pelo dissociativismo desses grupos sociais, os ditos pro europeus, e o restante do povo.
Enfim, um país, mas vários Brasis

Uma xícara de café com leite, por favor!




Outro dia fui tomar meu café da manhã em uma padaria próximo ao serviço. E pedi a atendente que me trouxesse uma xícara de café com leite a qual bebi de forma despreocupada.
Só depois percebi que a moça tinha colocado mais café do que leite, e o café dependendo da proporção que está na mistura ataca o meu estomago me fazendo passar mal depois.
Moral da história. Eu pedi por um produto, incluindo um serviço que não atendeu as minhas expectativas, pois foi baseado no que atendente entende por ser uma boa medida de café com leite, ou seja, mais café do que leite.
Quantos clientes todos os dias são atendidos assim? Milhares, milhões, onde o produto não atende as suas expectativas de consumo. Não sei de dados, mas no Brasil não devem ser poucos.
Falta na verdade treinamento para essas pessoas, ainda mais em pequenas empresas, mas são detalhes como esse que fazem a diferença na hora de um atendimento de qualidade.
Mas, quem sabe isso reflita não só a falta de treinamento, mas a questão principal de sempre medir as coisas, os seres, os fatos baseado em uma medida pessoal, a de quem te atender.
Na vida isso não é muito diferente, sempre tendermos a medir as coisas baseado em nossas experiências subjetivas, deixando a questão objetiva de lado.
Da próxima vez, vou tomar o cuidado de falar: - Por favor, mais leite do que café!